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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Como Mudar a Educação no País?

Para mudar, efetivamente, o quadro caótico em que estamos inseridos, além de médidas educacionais, devemos estar convictos de que são necessárias, também, medidas políticas que estabeleçam o conhecimento como uma META, que teria como principal objetivo, CONSCIENTIZAR que cada um de nós (professores e alunos) têm papel imprescindível no processo político.

De que adianta 'instruir', mensurar o conhecimento e não ter flexibilidade na Avaliação? Quando não 'construímos' a formação, no aluno, o CIDADÃO, preocupado em gerir esse país de forma consciente e responsável, fica evidente que os conhecimentos estabelecidos pela ESCOLA não condizem com a realidade social do país.

Devemos, como EDUCADORES, estabelecer mudanças nesse quadro!

Cabe-nos, como mentores e educadores, utilizar a retórica para 'prender' o aluno e ao mesmo tempo, 'libertá-lo'.

Contraditório?

Prendemos quando nos envolvemos com a realidade social do NOSSO aluno: ninguém é igual a ninguém. Quando ao invés de fixar regras prontas e absolutas, abrimos espaço para ouvir. Quando ao invés de exigir o 'silêncio' do temor, estimular o 'ruído' da cooperação.

A partir disso, podemos realmente, TENTAR construir um futuro... cheio de dinamismo e favorecendo o diálogo.

Educar = Amor ... (???)

Há alguns anos na profissão e ainda não me habituei a ouvir certos comentários que envolvem a relação entre professor e aluno.
O questionamento, entre os professores, centraliza-se no 'aparente' desprazer do aluno em não interessar-se pelo que é ministrado. Por que convenhamos, ENSINAR é uma arte... e só APRENDE quem quer: é uma decisão, não metodologia.
Já o aluno, junto com os 'amigos', questiona o CONHECIMENTO que o professor tem, seu 'poder' de motivar a aprendizagem e 'como' lida com o público jovem: ele busca aprender motivado pelo gostar ou não, do professor.
Chegamos ao "x" da questão: enquanto o professor espera que o aluno seja objetivo e consciente do papel da escola (conhecimentos difundidos) para a inserção social; o aluno espera que o professor seja um mediador da realidade, que lhe mostre alternativas para superar o abismo social e, principalmente, que lhe cobre o que a sociedade vai cobrar!
Enquanto não houver uma conjunção de objetivos, uma mediação de conhecimentos, a escola continuará distante do aluno e este dela. O papel que ainda atribui-se a escola (e aos professores!), acaba recaindo na punição: de um lado professor insatisfeito com o aluno; do outro, aluno insatisfeito com o professor.
Muito mais que conteúdo, fica evidente que o professor tem que cativar o aluno, ter no aluno um 'fã'. Será que o professor é SUPERIOR ao aluno? E o aluno INFERIOR ao professor? Se ambos baixarem suas defesas, perceberão que muito mais em comum do que pensam!
Está iniciando-se um novo Ano Letivo. O que espero dele? Colocar em prática muitas idéias que me surgem, trocar experiências com colegas dispostos a mudar a realidade da escola e a imagem do professor: culpar sempre o aluno pelo fracasso escolar é bem mais fácil que fazer uma auto-avaliação e perceber que o problema também é do professor.
Áqueles que pensam que sou idealista, estão muito enganados. Fico muitas vezes frustrada por não conseguir resultados imediatos! É um mal: a impaciência. Desistir? Jamais! Sou teimosa por natureza: não desisto JAMAIS!
Vamos compartilhar nossas experiências? Opiniões? Frustrações?
Vamos colocar esse país nas estatísticas: de uma educação de fato diferenciada!

Ser ou Estar: eis a máxima da nossa sociedade

Numa sociedade que privilegia a aparência, o superficial e o dinheiro, fica difícil educar, resgatar valores que cairão no esquecimento, parecendo ser coisa de outros tempos, antigos tempos.
Seja bem-vindo ao resgate da educação !!!